
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares impostas no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo a decisão, Bolsonaro teria utilizado perfis de terceiros, incluindo de aliados e familiares, para divulgar mensagens que atacavam o STF e pediam intervenção estrangeira no Judiciário, em violação às restrições impostas anteriormente.
Entre as medidas determinadas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas — exceto familiares próximos e advogados —, apreensão de celulares encontrados na residência e vedação de contato com outros investigados, embaixadas e diplomatas estrangeiros. Moraes afirmou que “a Justiça é cega, mas não é tola” e que a reiteração de condutas ilícitas justifica a medida.
Bolsonaro é investigado por tentativa de golpe e organização criminosa, processo que pode levar a penas superiores a 40 anos de prisão. A decisão provocou reações no cenário político e manifestações de apoiadores em várias cidades do país.

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